9 November, 2011 11:27

Meu trabalho aqui neste projeto está terminando e só de pensar o tanto de lições que eu posso tirar dele, me dá uma canseira danada. Acho que eu precisaria de muitos dias pra conseguir relacionar todas elas e pensar direitinho em cada uma. Sei que eu errei bastante, aprendi muito, tenho ainda muito o que avaliar e aprender, pra que na próxima oportunidade eu consiga fazer coisas diferentes. Uma parte de mim fica feliz por ter conseguido tantas coisas positivas, mas é fato que de vez em quando eu me deixo abater pelas que não conquistei, fico triste e começo a me achar um fracasso total. E isso machuca, justamente porque eu sou vaidosa e gostaria muito de ter fechado esse projeto de forma impecável. São altos e baixos no meu humor diário, especialmente agora que é a fase de conclusão e, sem a correria do dia-a-dia, consigo ver com mais clareza as coisas, especialmente as falhas, e ao invés de buscar desculpas, tento entender as causas e procuro de verdade pensar em como eu poderia ter feito diferente. O problema agora é que há muitas coisas que dependem de certas habilidades que eu não tenho, e não sei mesmo se tenho como desenvolver, sabe? Tem coisa que eu acho que é barreira mesmo, até porque eu sei que tentei transpô-las agumas vezes, consciente da necessidade e pra ver se eu conseguiria, e não deu muito certo. Acho que preciso também descobrir como obter ajuda pra essas coisinhas, viu? Sozinha acho que não rola… rs…
Uma delas eu acho bem complicada: eu não funciono em ambientes hostis. E as pessoas tem a incrível capacidade de criá-los quando você menos espera. Eu viajei, fui pra bem longe daqui, numa viagem super cansativa, e fui muito hostilizada. E o pior é que eu sabia que não havia motivo para isto acontecer comigo, mas aconteceu porque era eu que tava lá, dando a cara pra bater, e porque as pessoas são covardes (pergunta se alguém foi agressivo com meu chefe? não, né). Chorei escondido, chorei quase todos os dias, e brochei tanto, mas tanto, que até quem havia acabado de me conhecer conseguiu perceber o meu desânimo. E eu não deixei de fazer nada do que eu tinha pra fazer lá, mas olha, certamente não fiz o meu melhor, não corri atrás de outras coisas que eu poderia ter feito (e lá, mesmo durante a "avalanche", eu sabia que poderia ter feito e escolhi não fazer, fiquei inerte, não consegui me mexer), e deixei isso tudo me atrapalhar. De lá pra cá, o clima hostil continua, eu não tenho vontade de falar com certas pessoas, eu passo mal (fisicamente) nos dias em que eu sei que vou ter que lidar com elas (por telefone, olha só) e eu fico besta de ver como outras pessoas simplesmente tem o poder de passar por cima de tudo isso, relevar e fingir que nada aconteceu, e reverter a situação a seu favor. Eu queria muito, nesse momento, ser uma dessas pessoas incríveis que estão acima de qualquer hostilidade. Mas me diz, quem é que treina o estômago pra ele não embrulhar?

Do outro lado do mundo

Depois de uma longa e cansativa viagem, consegui chegar aqui do outro lado do mundo. 13 horas de diferença no fuso horário e os neurônios já estão cansados de calcular as horas na terrinha natal (descobri que meu cérebro não lida muito bem com o cálculo inverso, ou seja, hoje ainda é ontem no Brasil, essas coisas assim).
Mas até agora, tirando os muitos problemas do trabalho – que não dependem de horário ou local para existirem -, tem sido uma viagem muito interessante.
A cidade é extremamente limpa e organizada, não há trânsito, a paisagem é bonita, os lugares são bem cuidados. Mas o comércio fecha cedo, as pessoas saem do trabalho cedo, jantam cedo e dormem cedo. Uma pena, a cidade é tão bonita e tem tantos lugares interessantes, poderia ser mais agitada, mas talvez para os Australianos isso seja um ponto a favor.
O ambiente de trabalho é muito bom, as pessoas são educadas, embora reze a lenda que ninguém faz amigos com facilidade por aqui (palavra dos brazucas). A empresa tem muitos brasileiros, mas os Australianos não parecem se incomodar, porém as questões de hierarquia com nacionalidades misturadas me pareceu ser um ponto de desconforto. O escritório é amplo, bem organizado, tem uma copa/cozinha enorme onde cada um é responsável por lavar a própria louça utilizada, tem vestiários com ducha (há os que vem trabalhar de bicicleta, ou vem direto da academia, e podem tomar um banho e trocar de roupa aqui mesmo), e as mesas de trabalho não chegam a ser como as do Google, mas a criatividade é incentivada e cada um pode fazer o seu mural com o que quiser – incluindo tirinhas sarcásticas e mensagens divertidas.
Eu sei que tudo o que eu mais gostaria de ter feito aqui eu consegui: abracei um coala (fofura máxima!) e dei comida para os cangurus, em um parque muito muito legal. Missão cumprida, agora estou na contagem regressiva pra voltar pra minha casinha.

Born to be wild

E quando eu achei que já não tinha mais idade pra qualquer aventura sobre duas rodas, marido vai na minha pilha e compra uma moto!
Estamos nos equipando aos poucos, e eu fico impressionada com a quantidade de coisas que existem pros motoqueiros, especialmente os novatos que se encantam com qualquer acessório. Outro dia me peguei experimentando uma bota à prova d’água de 300 reais. Trezentos reais numa bota feia, vale acrescentar. Mas graças a uma luz divina eu logo pensei: "não sou motoboy, não preciso andar de moto em dia de chuva", e deixei a bota pra trás. Claro que pode acontecer de pegarmos uma chuva na estrada, mas é pra isso que servem as capinhas protetoras de sapato – essas sim, usadas pelos motoboys que não pagam 300 contos numa bota impermeável. O que eu quero mesmo é que as nossas encomendas cheguem dos EUA, compramos jaquetas lindíssimas a preços mais lindos ainda (e com o dólar a 1,60, UFA).
Mas enfim, agora eu viajei pro outro lado do mundo e vou levar umas coisinhas daqui, óbvio. Marido fez listinha de encomendas e tudo mais, coisa que ele não faz nunca. We are sooo in love with this new toy!

E as famílias super entenderam o recado: sim, a gente ainda pretende viver muito egoisticamente só nós dois mesmo. 😉

do/don’t

I like…
barulho de chuva
arroz com feijão bem temperado
uva bem doce
travesseiro molinho

I don’t like…
elevador lotado
sentir frio
faixas de cabelo
novo modelo de tomadas

Amy

Muito já foi dito e escrito a respeito da morte de Amy Winehouse no último fim de semana. Eu mesma coloquei apenas um tweet lamentando com tristeza o ocorrido, linkei alguns textos muito bem escritos, e li com tristeza alguns depoimentos na minha timeline. Acho desnecessário fazer piadas neste momento. Adoro piadas, mas quando é sobre alguém que morreu, não consigo ver graça.
Lamento pela artista brilhante que se foi e que nos deixou com sua obra tão curta, porém tão intensa, verdadeira e maravilhosa.
Lamento pela pessoa pública que foi massacrada pela mídia e opinião pública, e cujo fim vem sendo celebrado de forma bizarra e cruel, sem necessidade.
Lamento pela pessoa física, com todos os seus problemas e vícios, que não conseguiu vencer essa batalha cruel contra uma doença, tantas vezes simplificada e subestimada, mas que no fundo é mais uma doença devastadora e não um estilo de vida.
E fico com a pergunta: não fosse a pessoa física e todas as suas dores, sofrimentos e vícios, teríamos a artista inigualável, com toda a sua alma presente em cada música?
Nós consumimos e nos aproveitamos da sua dor, Amy. E por isso eu também lamento profundamente. Descanse em paz.

cansei.

falta muito pra dia 09 de abril?

falta muito pras minhas férias pré-mudança?

falta muito pra eu ganhar na mega sena???

Walking poem

Maria: quer ir ao cinema hj? O Vencedor c Christian "Batman Gostoso" Bale?
eu: tenho reunião 😦
Maria: ti doga mamãe
eu: se cancelarem eu te falo, mas a princípio é 20h. tá fueda
Maria: ok

eu: eu quero ver vários filmes, tô atrasada… Cisne Negro, O Discurso do Rei…
Maria: não veja Caça às Bruxas
eu: O Ritual…
Maria: O discurso do Rei eu tb quero. o Cisne eu vi piratão
eu: rs
Maria: adorei! aquela guria israelense é show! cara de boba e um talento gigante!

eu: eu acho ela incrível. cara de boba é ótimo… rs…
Maria: a Mila Kunis tb está excelente
Maria: ela tem, né?
eu: rs
Maria: mas isso só valoriza o resto
eu: ah, eu acho ela lindinha
Maria: ela é linda, mas aparvalhada

eu: rs
eu: e eu quero ver O Turista, pq Johnny Depp PEGA EU
Maria: como assim, Bial? eu já vi
Maria: adorei
Maria: o filme é bobo mas Johnny vale o ingresso, rs
eu: então… eu quero ver Johnny
Maria: veja

eu: e olha, ele declarou que Angelina is a walking poem
Maria: que príncipe!
eu: ma era NA HORA que eu largava Brad e catava Johnny
Maria: ele é um luxo
eu: ele é uma cousa
Maria: de com muita FORÇA!
eu: zatamente

Maria: a mulher dele é marromeno
Maria: tem dentes separados e cara de semi-down
eu: é aquela paradis ?
Maria: Angelina é bemmaismiódeboa
Maria: Le Taxi Paradis
eu: Angelina não é desse mundo
Maria: E.T.

Maria: Tb acho
eu: só isso explica
eu: viu a foto dela de perfil no cartaz do filme?
Maria: meu pai acha feia…
eu: ASIFUDE
Maria: né não?
Maria: não entendo
eu: taquiuspa…
Maria: mas outros homens já disserram a mesma coisa…

eu: ok, os pés dela devem ser feios
Maria: ela assusta…rs
eu: eu acho tbm, mas ela é um desbunde de linda
Maria: os homi treme
Maria: ela é perfeita
Maria: e louca
Maria:e cool
eu: e ET
Maria: enfim

Maria: PHODAH!
Maria: sou fã
eu: she is a walking poem
Maria: beautiful!
eu: tipos… dá vontade de bater no marido e perguntar "pq cacetes tu num me diz uma coisa dessas???"
Maria: mas marido não tem graça…rs

Maria: só o marido dos outros, rs
Maria: tô tão sem vergonha
Maria: tipo destruidoradelares.com
eu: hahaha
eu: fia, mas se é outro que me diz isso… LASCOU-SE
Maria: sinistro…

Maria: marido q se cuide
eu: hahaha
eu: mas né, difícil um Johnny Depp falar essas cousas pra mim
eu: pq tbm tem que ter o cabra por detrás da frase
Maria: ainda bem q ele é de tela
Maria: repare q ele tá ficando "veinho" mas tá ainda mais interessante

Maria: vinho, sabe?
eu: vinho
Maria: e ele mora há anos na França…já pegou a mão, rs
eu: nhammy
Maria: já pensou vc dando pinta em Paris, sentar num café, pedir uma baguette, un ver de vin e dar de cara c Johnny?

Maria: realiza…
eu: e a ambulância chega que horas?
Maria: hahahahahahah
eu: só pra saber…

Enquanto Seu Lobo não vem

Quer enlouquecer uma virginiana? É só dizer a ela que algo vai acontecer, vai mudar a sua vida (a dela, no caso) e vai ser um caos, mas não diga quando isso tudo vai rolar. Pronto.

E é mais ou menos isso que fizeram comigo com esse lance da mudança.

Até agora, só temos uma ideia vaga de quando vai ser, mas né, eu preciso de praticidade, gente. Eu preciso ME ORGANIZAR. Já aceitei a ideia de que vou me mudar mais uma vez, já fiz lista pras transportadoras me mandarem orçamento, já decidi o que vai e o que fica, já fiz um monte de planos, mas não consigo executar NADA. Porque né, não sei quando vai ser, então até esse "quando" chegar, eu não posso fazer grandes coisas. Isso é terrível. Marido nem é virginiano (mas é engenheiro) e está igualmente ansioso e meio tenso. Na próxima semana vou ter uma reunião importante e talvez saia dela com mais informações, talvez quem sabe datas e tudo mais. Oremos.

Enquanto isso… vou pesquisando pra saber:
… se na cidade tem Aliança Francesa, porque eu PRECISO voltar a estudar francês, é meta de vida!
… se na cidade tem Pilates e academias boazinhas
… se na cidade tem as lojinhas que eu gosto nos shopings de lá (isso eu já vi, tem shopping lá!)
… se na cidade tem tv a cabo, internétchi boua e essas cousas necessárias pra vida das pessoas.

Enquanto isso… marido se empenha mesmo em escarafunchar o Google Maps da cidade inteira. Vamos chegar lá e nem vamos precisar de GPS, cêis vão ver!

Terraço Italia

Sábado combinei com amigas de encontrá-las em São Paulo. Calor, choppinho, aquela coisa de sempre. Aí na sexta marido me avisou que nós íamos ficar por lá, na casa de um casal querido que nos convidou pra esticar o fim de semana com eles. Então cheguei, separei roupa pra usar no sábado e outra pra de noite, caso a gente fizesse alguma outra coisa depois do bar, e mais uma pra domingo. A sorte é que eu escolhi um vestidinho e não a velha dupla calça jeans e camiseta, porque olha… marido combinou com o nosso amigo de levar a mim e à minha amiga ao Terraço Itália pra jantar!

Sonho antigo, finalmente realizado!

Chegamos mais cedo que o horário da reserva, então ficamos no bar, tomamos Cosmopolitans (delicioso!) e fiquei deslumbrada com a vista. São Paulo é linda!

Depois fomos pra nossa mesa e entre vinhos e aperitivos, dançamos, jantamos muito bem e demos boas risadas. Não deu pra experimentar sobremesa, mas fica pra outra vez. Sei que foi um dos jantares mais agradáveis que fizemos até hoje. Amei a surpresa, marido conseguiu não contar nada até a gente chegar lá e fiquei impressionada! Ele disse que ficou preocupado com o lance da roupa, porque se eu escolhesse algo "simples", ele não ia poder falar pra não estragar a surpresa, mas sabia que eu ia ficar furiosa… hahaha… então ele ficou bem aliviado quando eu peguei um vestido bacana (o calor, né? o calor me afasta das calças jeans…).

Mesmo que eu estivesse de jeans e camiseta, a noite teria sido igualmente especial. Com meu amor do lado e a cidade incrivelmente linda aos nossos pés, nada mais teria importância.

The Office – parte II

E aí que nesse mesmo escritório das pessoas de terno e gravata, tem as moçoilas bem vestidas e super finas, lógico.

Mas tem uma ou outra feladaputa que vai ao toilete – limpíssimo por sinal – e mija a porra do assento do vaso todo! E eu fico chocada, porque olha, o banheiro é realmente limpinho, tem o famoso protetor de assento, tem sempre papel, e super tem a opção de levantar o assento do vaso se a pessoa não quer contato da buzanfa com ele… e a VACA sem noção vai lá e suja tudo. Meu, eu fico mega revoltada. É muita falta de educação, falta de respeito com a moça da limpeza que deixa tudo tão bem limpo e, principalmente, falta de respeito com as demais colegas, pois o banheiro é de uso coletivo.

Eu fico revoltada sim, sabe? Se eu pego a fulana saindo da "casinha" e vejo o estrago, juro que chamo de volta e peço pra limpar. Porque né, vai ver se na casa dela ela faz isso? Não, né? O que faz ela pensar que tem o direito de fazer isso aqui no escritório? É ultrajante mesmo.

E essas bonitas acham que são finas? Ah, faça o favor.