Sobrinha fofíssima já foi pra casa. Teve um pouquinho de icterícia e ficou mais uns dois dias no hospital, mas ontem finalmente teve alta.

Eu que sou tia coruja – e portanto muito suspeita – fiquei babando na belezura da pequena. É uma princesa!

Dorminhoca, teve que ser acordada na hora de mamar. Abriu o berreiro na troca de fralda e já mostrou que sim, o intestino tá funcionando que é uma beleza! E a gente babando até mesmo nesse momento nada cheirosinho…

O tio tá babão também. Acho curioso que os homens só se dão conta do que está acontecendo quando a criança finalmente sai da barriga da mãe. Até lá, a gravidez é algo meio estranho e eles não se emocionam muito com uma barriga. Mas foi só a pessoinha vir ao mundo que ele, finalmente, desabou de emoção e ficou tão besta, mas tão besta, que eu nem sei explicar. Só fala na sobrinha, em como ela é linda (e é mesmo), e em tudo que eles vão fazer juntos (bagunça, óbvio) e eu acho tão lindo, tão fofo…

Minha mãe, obviamente, só quer saber se nós nos animamos a ter um também. Olha, ânimo por si só não é muito suficiente não, viu mãe? Tem que ter muita certeza e coragem pra botar uma pessoa no mundo. E muita paciência pra criar, educar, orientar… e suportar todas as pentelhices, chatices e outras ices de cada uma das épocas difíceis pelas quais as pessoinhas passam. Vendo o bebê, não tem como não querer um. Apesar de todo o trabalho que dá, é uma coisa muito linda, muito perfeita e muito bacana. Mas aí eu vejo as pessoinhas de dois, três, cinco, dez, quinze anos e… AFEMARIA! Cuido de vinte bebês, mas não sei se dou conta de um infante ou meio aborrescente. É como uma amiga querida, que já tem o seu filhote prestes a completar três aninhos, me disse: não tem volta, não tem mais um momento de sossego, não tem sono tranquilo, não tem mais vida só sua, porque tudo gira em torno do filho e é pra sempre… e é verdade. Até hoje eu vejo meus pais preocupados comigo, depois com os netos e por aí vai, preocupação e frio na barriga sem limites.

Claro que tem suas compensações, né? Não é à toa que eu encho os olhinhos de lágrimas quando vejo a doçura de certas crianças com seus pais. Porque não tem nada mais bacana ver pais que dão certo!

E pelos primeiros dias de vida da princesinha, já tô vendo que meus cunhados estão no rumo certo. Sinto por eles uma admiração imensa e torço muito pela felicidade da família e, mais do que principalmente, da nova sobrinha dessa tia coruja que a ama demais.