E tudo indica que a partir do mês que vem vou pra outro projeto, no Rio, de volta à cidade que eu amo e aos amigos de lá, e com os melhores companheiros de labuta que eu já tive o prazer de conhecer. Mas nem tudo são flores. E o gerente de projeto designado é o mais mala do mundo. Já tivemos uma experiência nada feliz e certamente ele está resmungando porque vai ter que nos aturar de novo.
A gente se diverte. Eu pelo menos aprendi a ignorar solenemente e não levar tão a sério os xiliques do cidadão. E quem achava que era exagero meu na época, agora já teve chance de conviver com a peça e me dar razão.
Não, eu não sou fácil de lidar. Sou bem chata às vezes. Porque não suporto trabalho mal feito, gente me enchendo o saco por bobagem, e não tolero injustiças – comigo ou com meus colegas, sou bem
“sindicalista” quando precisa. E bom, ele cruzou todas essas linhas comigo.
Agora nossa diversão é imaginar todos os xiliques que ele vai dar ao longo do projeto, sempre pelas coisas mais ridículas, algumas por nossa causa mesmo.
Eu que já me estranhei feio com ele, tenho a vantagem de não precisar fingir surpresa com o comportamento bizarro do moço. Já aprendi a não bater de frente e o negócio é me divertir com o que vier. Se ele não sabe rir de si mesmo, eu sei!