E finalmente, depois de seis meses, me despenquei pro meu Rio de Janeiro querido.

O Rio sempre foi e sempre será a minha cidade do coração. Acho que depois que me mudei pra SP, acabei passando mais tempo no Rio do que na minha casa. Mas desde que parei de viajar a trabalho, ficou mais difícil arrumar tempo e grana pra visitar a galera carioca.

Mas agora no feriado eu fui, arrastando marido junto, lógico, e foi tão divertido!

Meus amigos continuam os melhores do mundo, e nem parece que ficamos tanto tempo sem nos ver (só ver mesmo, porque sem contato, jamais!). Muitas novidades, muitas boas e algumas ruinzinhas, mas estão todos ótimos e isso é o que importa. Marcar um almoço e receber um SMS dizendo “mesa pra 10” me deixa genuinamente emocionada.

Ri até sair lágrimas dos olhos, descobrimos que temos um talento nato pra “Sit Down Comedy”, que é bem diferente do Stand Up Comedy, mas muito mais divertido, colaborativo e confortável. Só isso explica o nosso café da manhã que durou 4 horas, almoço de 5h e cafezinho de quase 2h… Amo muito isso, viu? É minha terapia, de verdade.

E eu comi. Tive que abdicar da dieta um pouco pra poder acompanhar a farra das comilanças mais divertidas ever. O bom é que no Rio sempre tem um jeitinho de equilibrar isso, trocando o docinho por um iogurte cheio de frutas. Mas a caipirinha cheia de frutas não conta? Ah, poxa, achei que era tipos quase a mesma coisa… rs…

Então se você quiser ir ao Rio, não posso garantir que as melhores companhias do (meu) mundo estarão disponíveis, mas estes lugares são imperdíveis:

* Nik Sushi: eu AMO comidinha japa e o rodízio do Nik é bem servido e bem gostoso. Dica importante: aos sábados ele abre só às 13h e nós chegamos uns 20 minutos antes e ficamos perambulando pelas redondezas pra fazer hora e tentar controlar a fominha… rs…

* Cafeína: delicinha de lugar, fui vizinha de um e sinto muita falta de algo parecido aqui. É pra tomar aquele café da manhã caprichado, sem hora pra terminar, invadindo o almoço mesmo. Ou então o lanchinho da tarde, o jantarzinho, ou a sobremesa apenas. Altamente recomendável: torradas petrópolis com parmesão ralado, bolo de cenoura com cobertura de chocolate, mini-financiers pra levar pra casa (meu vício!).

* Boteco Salvação: boteco delícia, escondidinho em Botafogo, mas cheio de bossa, boas cervejas e alto astral. Foram lá as duas noites mais divertidas da viagem (viu, gostei tanto que teve bis). As caipirinhas tomadas foram lá mesmo, recomendo muitíssimo. E o imperdível do cardápio, sem sombra de dúvidas, é o bolinho de feijoada. De comer ajoelhado!

* Wraps: fica no Shopis Leblon e eu não sou muito fã desse local meiqui esnobe demais, mas tem Wraps e Wraps eu amo, então fui lá comer (aqui no interiorrrr num tem). Essa foi a refeição light que equilibrou um pouco as coisas. Tudo é altamente recomendável naquele cardápio!

* Dois em Cena: esse está nos meus top-top restaurantes favoritos. Fica no Rio Sul, esse sim um shopis que eu gosto!, e a comidinha é simplesmente divina! Já frequento o Dois em Cena há um bom tempo e a qualidade é a mesma, impecável. Pra se perder de vez, a sobremesa mais maravilhosa de todo o mundo das sobremesas é de lá: Rainha de Sabá! O meu eu peço sempre com calda de baunilha, que é bem mais delicinha que o sorvete sem graça.

* Pomodorino: dessa vez não fui lá, o que é quase um crime. Outro top-top do meu coração é essa delícia de lugar. O ambiente, a vista pra Lagoa, o serviço impecável (coisa rara nos ridixaneiros, coisa rara…), a comida divina… tudo é maravilhoso. Culinária italiana sem frescuras e com muita variedade no cardápio. Sou suspeita pra recomendar alguma coisa, já que tudo que comi ou provei lá é ótimo, do couvert à sobremesa. E não, não precisa deixar as córneas pra pagar a conta, os preços são bem razoáveis. O único porém é que na época em que eu ia lá uma vez por semana, não aceitava cartão.

Também fomos ao Outback do shopis Rio Plaza, mas o serviço foi péssimo e o garçon ficou de biquinho porque não pagamos os 10% completos. E tomamos café no shopis mesmo, mas não consigo lembrar o nome do lugar nem com reza braba.

E quando eu digo que preciso ir ao Rio recarregar as baterias, não é brincadeira. Me sinto em casa, feliz, acolhida, com a família de amigos-irmãos que me acompanham há muitos anos e que eu amo profundamente. Voltei mais disposta, mais animada, viciada em True Blood, e morrendo de vontade de voltar logo pra lá. O trabalho ainda não me devolveu pro Rio, então o jeito é me jogar por lá sempre que puder.