Almocei hoje pela terceira vez no mesmo restaurante. Gostei tando da comidinha e do serviço, que tive que voltar. Pra quê arriscar outro, né não?

O curioso é que a especialidade do restaurante é camarão. E eu nunca fui fã de camarão, mas olha, esse é muito bom. Do tipo que me fez querer voltar mais duas vezes.

Mas nem era disso que eu queria falar. É que hoje o almoço não foi tão tranquilo quanto das outras duas vezes. Sentei numa mesa próxima a uma família com duas crianças. Uma devia ter uns 6 anos e a menor uns 2 ou 3. E olha, eu não sei se já sofro daquela amnésia terrível que acomete as pessoas, mas eu não consigo me lembrar de nada parecido, nem comigo, nem com meus primos, nem meus irmãos. Não consigo mesmo me lembrar de ter visto nenhum de nós fazer tanta algazarra, manha, pirraça, birra, gritaria e tudo mais num restaurante. Marido também não se recorda, será que estamos loucos ou é essa nova geração de pais que não sabe impor limites?

A mãe tentou recolocar a pequena na cadeirinha dela e o resultado foi um berro tão alto que eu assustei e deixei o talher cair. Juro por Deus. A maior só conseguia chamar a atenção pra si gritando. E né, pais e avós ali, reféns daquelas duas pirralhas, sem conseguir conversar ou comer direito graças às duas princesas.

Eu sofri um incômodo temporário, durou apenas um tempinho, mas aqueles pais ali vão sofrer por muitas outras refeições. Uma pena, as duas brincando eram até bem dóceis, a mais velha ajudando a pequena, super gracinha. Mas só por alguns instantes.

Enfim, isso não me desanima da ideia de ter filhos, mas me desanima pensar que se um dia eu tiver um filho, ele vai ter que conviver com crianças assim, bem mal educadas. Difícil, né?