Muito já foi dito e escrito a respeito da morte de Amy Winehouse no último fim de semana. Eu mesma coloquei apenas um tweet lamentando com tristeza o ocorrido, linkei alguns textos muito bem escritos, e li com tristeza alguns depoimentos na minha timeline. Acho desnecessário fazer piadas neste momento. Adoro piadas, mas quando é sobre alguém que morreu, não consigo ver graça.
Lamento pela artista brilhante que se foi e que nos deixou com sua obra tão curta, porém tão intensa, verdadeira e maravilhosa.
Lamento pela pessoa pública que foi massacrada pela mídia e opinião pública, e cujo fim vem sendo celebrado de forma bizarra e cruel, sem necessidade.
Lamento pela pessoa física, com todos os seus problemas e vícios, que não conseguiu vencer essa batalha cruel contra uma doença, tantas vezes simplificada e subestimada, mas que no fundo é mais uma doença devastadora e não um estilo de vida.
E fico com a pergunta: não fosse a pessoa física e todas as suas dores, sofrimentos e vícios, teríamos a artista inigualável, com toda a sua alma presente em cada música?
Nós consumimos e nos aproveitamos da sua dor, Amy. E por isso eu também lamento profundamente. Descanse em paz.