Depois de uma longa e cansativa viagem, consegui chegar aqui do outro lado do mundo. 13 horas de diferença no fuso horário e os neurônios já estão cansados de calcular as horas na terrinha natal (descobri que meu cérebro não lida muito bem com o cálculo inverso, ou seja, hoje ainda é ontem no Brasil, essas coisas assim).
Mas até agora, tirando os muitos problemas do trabalho – que não dependem de horário ou local para existirem -, tem sido uma viagem muito interessante.
A cidade é extremamente limpa e organizada, não há trânsito, a paisagem é bonita, os lugares são bem cuidados. Mas o comércio fecha cedo, as pessoas saem do trabalho cedo, jantam cedo e dormem cedo. Uma pena, a cidade é tão bonita e tem tantos lugares interessantes, poderia ser mais agitada, mas talvez para os Australianos isso seja um ponto a favor.
O ambiente de trabalho é muito bom, as pessoas são educadas, embora reze a lenda que ninguém faz amigos com facilidade por aqui (palavra dos brazucas). A empresa tem muitos brasileiros, mas os Australianos não parecem se incomodar, porém as questões de hierarquia com nacionalidades misturadas me pareceu ser um ponto de desconforto. O escritório é amplo, bem organizado, tem uma copa/cozinha enorme onde cada um é responsável por lavar a própria louça utilizada, tem vestiários com ducha (há os que vem trabalhar de bicicleta, ou vem direto da academia, e podem tomar um banho e trocar de roupa aqui mesmo), e as mesas de trabalho não chegam a ser como as do Google, mas a criatividade é incentivada e cada um pode fazer o seu mural com o que quiser – incluindo tirinhas sarcásticas e mensagens divertidas.
Eu sei que tudo o que eu mais gostaria de ter feito aqui eu consegui: abracei um coala (fofura máxima!) e dei comida para os cangurus, em um parque muito muito legal. Missão cumprida, agora estou na contagem regressiva pra voltar pra minha casinha.