Meu trabalho aqui neste projeto está terminando e só de pensar o tanto de lições que eu posso tirar dele, me dá uma canseira danada. Acho que eu precisaria de muitos dias pra conseguir relacionar todas elas e pensar direitinho em cada uma. Sei que eu errei bastante, aprendi muito, tenho ainda muito o que avaliar e aprender, pra que na próxima oportunidade eu consiga fazer coisas diferentes. Uma parte de mim fica feliz por ter conseguido tantas coisas positivas, mas é fato que de vez em quando eu me deixo abater pelas que não conquistei, fico triste e começo a me achar um fracasso total. E isso machuca, justamente porque eu sou vaidosa e gostaria muito de ter fechado esse projeto de forma impecável. São altos e baixos no meu humor diário, especialmente agora que é a fase de conclusão e, sem a correria do dia-a-dia, consigo ver com mais clareza as coisas, especialmente as falhas, e ao invés de buscar desculpas, tento entender as causas e procuro de verdade pensar em como eu poderia ter feito diferente. O problema agora é que há muitas coisas que dependem de certas habilidades que eu não tenho, e não sei mesmo se tenho como desenvolver, sabe? Tem coisa que eu acho que é barreira mesmo, até porque eu sei que tentei transpô-las agumas vezes, consciente da necessidade e pra ver se eu conseguiria, e não deu muito certo. Acho que preciso também descobrir como obter ajuda pra essas coisinhas, viu? Sozinha acho que não rola… rs…
Uma delas eu acho bem complicada: eu não funciono em ambientes hostis. E as pessoas tem a incrível capacidade de criá-los quando você menos espera. Eu viajei, fui pra bem longe daqui, numa viagem super cansativa, e fui muito hostilizada. E o pior é que eu sabia que não havia motivo para isto acontecer comigo, mas aconteceu porque era eu que tava lá, dando a cara pra bater, e porque as pessoas são covardes (pergunta se alguém foi agressivo com meu chefe? não, né). Chorei escondido, chorei quase todos os dias, e brochei tanto, mas tanto, que até quem havia acabado de me conhecer conseguiu perceber o meu desânimo. E eu não deixei de fazer nada do que eu tinha pra fazer lá, mas olha, certamente não fiz o meu melhor, não corri atrás de outras coisas que eu poderia ter feito (e lá, mesmo durante a "avalanche", eu sabia que poderia ter feito e escolhi não fazer, fiquei inerte, não consegui me mexer), e deixei isso tudo me atrapalhar. De lá pra cá, o clima hostil continua, eu não tenho vontade de falar com certas pessoas, eu passo mal (fisicamente) nos dias em que eu sei que vou ter que lidar com elas (por telefone, olha só) e eu fico besta de ver como outras pessoas simplesmente tem o poder de passar por cima de tudo isso, relevar e fingir que nada aconteceu, e reverter a situação a seu favor. Eu queria muito, nesse momento, ser uma dessas pessoas incríveis que estão acima de qualquer hostilidade. Mas me diz, quem é que treina o estômago pra ele não embrulhar?